Não deixa de ser curioso, a Secretária de Estado da Educação Alexandra Leitão volte publicamente a repetir a ideia das escolas poderem ter a capacidade na "escolha do corpo docente". Creio que a primeira vez, foi no Expresso da Meia Noite na Sic Notícias (quando se mencionou os concursos, em particular a BCE - aqui no minuto 44") e a segunda é agora no Podcast do Daniel Oliveira (aqui) quando aborda novamente os concursos de professores.
Parece claro que esse desígnio a par da flexibilidade galopante (aqui) e do ideário da descentralização de competências para as autaquias poderá a vir a ser uma realidade muita mais depressa do que se imagina. E não precisa de ser necessariamente o Partido Socialista a colocar em prática porque os partidos de direita (para além do argumento da "liberdade de escolha") apoiam exactamente descentralização e autonomia.
Saliento que voltar a uma fórmula do tipo BCE ou a contratação de professores "à la carte" significará novamente um retrocesso na pouca harmonia que ainda existe nos concursos de professores para regressarmos aos tempos de selvajaria, abusos de poder e ao vale tudo.
Gostaria apenas de salientar, por último, o "tom" da Secretária de Estado, a cada intervenção pública mostra-se cada vez mais "severo" e inflexível (mesmo em ambiente informal como foi o caso da entrevista com o Daniel Oliveira) misturando-se entre traços de superioridade moral e a sensação de não ser uma pessoa capaz de criar "pontes" entre professores e tutela. Que Alexandra Leitão é uma pessoa determinada já se percebeu desde o ínicio da legislatura mas que possa ser capaz de replicar-se numa Maria de Lurdes Rodrigues já torna o cenário hipotético num cenário deveras assustador de mais.
O resto, recomendo a leitura do post do Alexandre - aqui
Saliento que voltar a uma fórmula do tipo BCE ou a contratação de professores "à la carte" significará novamente um retrocesso na pouca harmonia que ainda existe nos concursos de professores para regressarmos aos tempos de selvajaria, abusos de poder e ao vale tudo.
Gostaria apenas de salientar, por último, o "tom" da Secretária de Estado, a cada intervenção pública mostra-se cada vez mais "severo" e inflexível (mesmo em ambiente informal como foi o caso da entrevista com o Daniel Oliveira) misturando-se entre traços de superioridade moral e a sensação de não ser uma pessoa capaz de criar "pontes" entre professores e tutela. Que Alexandra Leitão é uma pessoa determinada já se percebeu desde o ínicio da legislatura mas que possa ser capaz de replicar-se numa Maria de Lurdes Rodrigues já torna o cenário hipotético num cenário deveras assustador de mais.
O resto, recomendo a leitura do post do Alexandre - aqui
(Scorpion Dagger)
Compadrio mascarado de liberdade de escolha.
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