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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Em solidariedade...


...porque quem escreve livremente (independentemente da sua opinião), e o Paulo é uma opinião com assinatura, merece pelo menos saber quem o censura e por que é que é censurado (sem motivo aparente).  



(Arquillect)

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Podem os discursos e os ideiais fascistas serem tolerados numa era democrática?



Recordam-se da polémica da vinda da Le Pen à WebSummit em 2017? Ou a polémica Nogueira Pinto na Universidade Nova de Lisboa? Lembram-se que foram ambas consideradas por muitos quadrantes de constituírem um bloqueio ou uma opressão à liberdade de expressão? E se assim é, significa, portanto, que isso constituí opressão à liberdade de expressão de quem defende tais ideias? Essa foi a questão primordial que me fez questionar sobre este assunto.

No meu entendimento, a condição base para a liberdade de expressão significa ter alicerces bem presos a um "chão" com base em ideiais democráticos que assim possibilitem a defesa dos seus ideiais em liberdade. Mas essa liberdade só é possível se for assente tendo em conta a estrita defesa pelos direitos humanos. 

Como se protege então a democracia se se toleram discursos/figuras que são de génese intolerante? Que colocam a vida de outros em risco, que difundem ideais de violência, segregação, xenofobia, racismo e o não respeito pelo ambiente e sustentabilidade do planeta? Como defender então a democracia, quando vemos defensores de ideais de intolerância chegar ao poder justamente pelas vias democráticas?

Existe também outra componente nestas questões, o interesse e a agenda obscura de alguma imprensa (faminta por pageviews, vendas e shares) por todas estas figuras autocráticas, destituídas de ética e altamente tóxicas. Parece quase como um romance em que os media assumem esse namoro promovendo e oferecendo as suas plataformas a estes discursos intolerantes em troca de um qualquer retorno (seja ele qual for) sem qualquer conduta deontológica. 

Por último, já no caso do Trump nos Estados Unidos, ignoram a agenda nacionalista (alt-right fervilhante), ignoram o discurso bélico, ignoram o discurso de promoção de medo e altamente segregador em prol apenas dos interesses e resultados económicos como haste da sua afirmação no cargo de presidente. Bolsonaro foi eleito no Brasil sobre as mesmas premissas aproveitando o estado de um Brasil politicamente caótico promovendo esse mesmo tipo de discursos populistas em nome de uma prosperidade imediata.   

Uma coisa é certa, a história já nos ensinou, que se desistirmos da democracia estaremos certamente a desistir da nossa liberdade. E essa liberdade foi conquistada com derradeiro "preço" humano. Se deixarmos os espectros do fascismos contaminarem a nossa era e a nossa civilização pagaremos certamente o preço de perdermos o controlo sobre ela. 

Se os fascistas chegarem ao poder eles só saíram dele através do sangue, da guerra e da dor outrora conhecidas noutros eventos da história. Lembremo-nos assim das lições da história. Fiquemos vigilantes (como diria Jon Stewart), não permitindo que os discursos de ódio predominem sobre as pretensas falhas da nossa democracia. O futuro não pode nem deve ser um retrocesso civilizacional. 

Portanto, podem os discursos e ideiais fascistas serem tolerados numa era democrática? Nãonão podem.



(Vasco Gargalo)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dia Internacional do Brincar


Hoje, "Dia Internacional do Brincar", não posso deixar de constatar como é triste que muitas das nossas crianças não saibam brincar, sobretudo porque não as ensinam a brincar, numa escola actual que não cria condições nem tempo para elas brincarem. Não vejo uma escola nem um currículo desenhado para criar recordações, não vejo uma escola preocupada em criar/reforçar memórias e laços de afectividade e solidariedade. Vejo, sim, muitas escolas de betão, edifícios descaracterizados, despidos de espaços que as crianças possam chamar delas.

Criaram esses espaços (mega-hyper-gyga-agrupamentos-state-of-the-art) apenas numa perspectiva de redução do investimento na educação, simplesmente para agregarem o máximo de alunos possível (independente das suas diferenças etárias), sem a preocupação de que essas mesmas crianças não sabem/nem aprenderam a relacionar-se, a respeitar a individualidade e sem saber brincar. Actualmente, temos "miúdos" com "graúdos" numa espécie de aprendizagem por observação no "recreio" (sem tempo/sem vigilância), por vezes apenas para aprenderem a sobreviver sob a lei do mais forte e não a brincar. 

Em suma, mesmo na perspectiva nefasta de uma escola mercantilista, saberemos nós que estamos a criar seres humanos e não meros "trabalhadores"

Precisaremos de mais chamadas de atenção destas ou destas


(Ian Stevenson)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Vamos falar da Violetta? Vamos.

A Violetta é um fenómeno global a semelhança da Hannah Montana ou da célebre franchise da Floribella. A fórmula não é nova mas como muitas outras séries que se têm tornado realidade (fruto dos canais Disney) baseia-se na ideia de meninas e meninos com um suposto talento: arte para cantar com o intuito de serem um dia artistas

No caso em particular, Violetta é uma jovem natural de Buenos Aires que ambiciona uma vida feliz através do uso do seu talento. Para isso, ela engloba o percurso do estudo da sua arte (o canto). 

A Violetta é assim um caso que inspira milhões de jovens que na sua tenra idade ainda não sabem o que vão ser e qual o caminho a seguir. Pego neste exemplo porque maior parte dos dias ouço e vejo o moldar do preconceito a actuar sob aqueles que querem e pretendem ser artistas um dia e a luta desses em convencer alguém a apostar (emocionalmente e financeiramente) essa mesma decisão. 

Engraçado, que são os mesmos que bloqueiam mais tarde o acesso daqueles em busca de uma carreira artística (seja o canto, dança, pintura, escultura, etc...) são os mesmos que deixam livre acesso aos seus filhos hoje de verem séries que mostram jovens em busca da mesmo sonho. Isso acontece porque continuamente se desvaloriza o papel da arte como factor de dinâmica da nossa cultura, educação e até mesmo da nossa economia. 

A Violetta só serve para expressar o meu ponto de vista. Quantas Violettas e "Violettos" temos no nosso país que pretendem (e têm qualidade e talento para tal) ser artistas um dia e não têm apoios ou instituições para tal? E onde se encontra a busca da felicidade por encontrar e realizar a sua arte?

O país está culturalmente seco, mas temos que apostar na cultura e na educação artística para termos mais artistas, mais cultura e mais arte no nosso País. E isso passa necessariamente na mudança de paradigma de desvalorizar o papel das Artes no nosso país. 


terça-feira, 27 de maio de 2014

Relembrando...



«Devermos edificar uma espécie de Estados Unidos da Europa, e proclamamos a nossa determinação de não deixar morrer a concepção espiritual da Europa, de a fazer viver e resplandecer»

Winston Churchill

quinta-feira, 24 de abril de 2014

As memórias que não devem ser esquecidas mas sim ensinadas


Seria de grande utilidade se fosse mais "dissecado" nos media e nos manuais escolares o clima social e político do País durante a vigência do Estado Novo do que somente apostar tudo no dia da revolução (25 de Abril). Nem tudo foram cravos e muita gente sofreu e morreu em silêncio durante décadas perante a paralisação de toda uma Nação. Esse sim, no meu entendimento, seria um grande passo contra o renascimento do Facismo. 


Viva a liberdade. Viva o 25 de Abril.


(Telmo Carquejo)


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Mestre...

...Bill voltou para um pequeno trabalho

"Watterson deixou de desenhar as tiras do precoce Calvin e do seu sardónico tigre Hobbes em 1995 e recusou-se sempre a permitir que as suas personagens fossem reproduzidas em quaisquer produtos de merchandising."


(Bill Watterson)



(Stripped)
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