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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Pergunta estúpida para pessoas estúpidas



Já que insistem tanto na realização de exames e em provas de aferição, por que é que as mesmas não são realizadas maioritariamente de forma online?


(Arquillect)



sexta-feira, 26 de abril de 2019

Qual foi o pedido mais bizarro solicitado pelo senhor Diretor?


Li, pelas redes sociais, uma professora que mencionava que o diretor do seu agrupamento, entre outras "bizarrias", solicitou à mesma o "pagamento do seu bilhete na viagem de visita de estudo que ia realizar com as turmas do agrupamento", por ser "uma actividade do seu grupo disciplinar". 

Recordo-me também, e aqui deve haver muitas histórias, de uma vez, um director solicitar (aos berros) a um docente, perdão técnico das AEC, para o mesmo, em período de férias (contratado pelo munícipio) estar na escola em período de paragem escolar (não sendo remuneradas essas horas nem pelo agrupamento, nem pelo munícipio). 

Outra história, a de uma professora do quadro, colocada com horário em duas escolas (do mesmo agrupamento), e a secretaria com ordens estritas do director recusou-se a pagar subsídio de deslocação da professora. 

E vocês? Qual foi o pedido mais bizarro que vos foi solicitado por um diretor?  

Coloquem as vossas histórias ou na caixa de comentários, ou no "livro de reclamações". Vamos partilhar algumas histórias...


(Scorpion Dagger)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

É hoje...


E não, não estou a falar do recenseamento. Hoje é dia dos peticionários defenderem junto dos deputados no âmbito da Comissão de Educação e Ciência a petição sobre a questão dos professores lesados nos descontos da Segurança Social (aqui). Podem saber mais aqui. Ah, e é também dia de recenseamento. 


(Arquillect)



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Carta Aberta dirigida a Sr.ª deputada do Partido Socialista Sónia Fertuzinhos


"Exm.ª Sr.ª Deputada do Partido Socialista, Sónia Fertuzinhos:

Após atenta análise das audiências parlamentares em sede de Comissão de Educação e Ciência dos projetos de resolução n.º 1778/XIII, do Bloco de Esquerda, n.º 1826/XIII, do Partido Comunista Português e n.º 1840/XIII, do Partido Social Democrata, sobre a questão do tempo de serviço declarado à Segurança Social dos docentes contratados a exercer funções em horário incompleto, e após constatar:

i) a aprovação em sede de votação plenária da recomendação ao governo do grupo parlamentar do PSD;

ii) que todos os projetos apresentados obtiveram a votação contra do grupo parlamentar do Partido Socialista, argumentando que a legislação em vigor dá resposta a estes casos e, por isso, não apresentando alternativas à situação de profunda injustiça que os docentes em horário incompleto se encontram, contribuindo para que o problema persista.

Permita-me fazer as seguintes observações sobre a natureza do problema em causa, o projeto de resolução aprovado e a intervenção da Exm.ª Sr.ª deputada em sede da referida Comissão.

No projeto de recomendação n.º 1840/XIII do PSD pode ler-se, entre outras, que:

"Garanta que são contabilizados de forma justa e proporcional todos os dias úteis declarados”.

“Dias úteis”? Como pensa V.ª Ex.ª que declarar "dias úteis" à Segurança Social pode ser justo e proporcional no caso de um docente com horário incompleto?

Porventura ao fim de semana um professor suspende o contrato com a escola em que está colocado?

Um professor colocado através da Reserva de Recrutamento (RR), num horário incompleto, dificilmente consegue completar o seu horário. Para começar, diga-se que se vê impedido de concorrer a outros horários da RR para completar o seu horário. Se tiver um horário quase completo, terá que conseguir que lhe saia a sorte grande, isto é, conseguir outro horário compatível com o seu através das ofertas de escola. Se o seu horário for mais pequeno, então será praticamente impossível que consiga acumular e compatibilizar vários horários que lhe confiram um horário completo. Compreende a dificuldade?

Assim sendo, facilmente se percebe que muitos dos professores colocados em horário incompleto se veem "presos" a essa situação, cumprindo o seu contrato com a escola em regime exclusivo, ou seja, 30 dias por mês.

Sendo que a Exm.ª Sr.ª deputada, em sede de Comissão, interrogou, à semelhança das deputadas do CDS e do PSD, sobre a eventualidade de estes docentes conseguirem, como pretendem, que sejam descontados 30 dias por mês para a Segurança Social, qual seria a diferença entre um horário completo e um horário incompleto em sede de descontos da Segurança Social, passo a explicar o seguinte: mesmo que sejam descontados 30 dias por mês para a Segurança Social, estes docentes descontam menos do que os que estão colocados com horários completos (dado que auferem vencimentos inferiores) o que tem, logicamente, repercussões numa eventual situação de desemprego e até para o cálculo do valor da reforma.

Se estes descontos forem feitos apenas tendo por base os “dias úteis”, só poderá significar que os senhores deputados não perceberam o que realmente está a acontecer.

Peço que a senhora deputada, junto do seu grupo parlamentar, possa olhar com mais cuidado para este problema, respeitando integralmente a natureza e a complexidade da carreira docente, assim como o estatuto da carreira docente."




(Tiles of Wisdom)



domingo, 18 de outubro de 2015

Poderemos todos um dia recordar (com vergonha) que vivemos num tempo em que chamaram professores de candidatos

Estou ciente de que existem ainda muitos constrangimentos em matéria educativa para além da questão da Prova de professores (concursos e critérios injustos, reorganização curricular, legislação que abriu portas ao ensino privado, …). E também sei que ela não é a solução dos problemas que ainda atingem a “classe” docente, mas permitam-me fazer algumas considerações sobre o período negro da PACC e o seu efeito sobre aqueles que foram visados.

Durante estes anos, milhares de docentes pagaram com o seu emprego a sua dignidade. E colocaram as palavras nas suas acções. Sim, eu sei que para muitos isso não conta nada (foi o que me foi dito repetidamente por muitos a quem nem sequer perguntei). Entre o desprezo e a inacção de muitos “colegas” de muitos outros, durante este período de tempo houve insultos e ameaças de alguns contra aqueles acusados de incitar ao boicote à Prova e à sua não realização. Mas…

… muitos nunca deixaram de acreditar e nunca deixaram de estar à frente das escolas nos momentos em que tal era necessário. E apesar de merecerem todos os louvores, não é para estes que hoje escrevo esta crónica.

A Prova deu um passo atrás. E não graças a muitos que apelidei um dia de “pares”. Não, não existiu solidariedade entre “pares”. Se tivesse havido, a Prova nunca teria ido em frente. Muitos por medo, outros por agenda própria, permitiram tudo o que sucedeu. E ainda há aqueles que passaram de ovelhas para lobos e que agora passarão “inocentemente” de lobos para ovelhas, misturando-se entre o rebanho. Mas sabemos quem são e quais foram as reais motivações nesta matéria. 

O dia de sexta não representa apenas uma vitória moral daqueles que foram injustamente tratados pelo MEC e pelo seu ministro, ou pelos supostos “pares” (aqueles que aceitaram fazer a Prova e as vigilâncias e aqueles que levaram as ordens acima do que era pedido). É uma vitória moral daqueles que foram apelidados por muitos como maus profissionais, sendo expulsos dos concursos de professores e consequentemente da profissão docente. 

Um dia disseram-me que a “dignidade não coloca comida na mesa”. E hoje eu pergunto a todos os que foram coniventes com a implementação da Prova: agora que foi declarada inconstitucional, como é que se sentem? Quanto custou a vossa dignidade? Eu digo. Foi barata e custou a módica quantia de vinte euros. Este é o preço a pagar pelo silêncio.

A última sexta-feira não marca apenas mais uma derrota de Crato em toda a escala. Esta derrota terá que dividi-la também com aqueles que fizeram parte deste processo hediondo que manchou a imagem de todos os professores.

Espero agora um dia poder celebrar a morte da PACC (quando for retirada do ECD). Até lá, apenas posso celebrar o facto daqueles a quem lhes foi feito o "velório" antecipadamente poderem agora voltar aos concursos em plena posse das suas habilitações e, sobretudo, do seu bom nome. 



(Eduarda Mata Icaza)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

PACC - Pareceres dos parceiros

Já foram sendo divulgados alguns pareceres pedidos pela Comissão Educação, Ciência e Cultura relativos a Petição instaurada (sendo que o próprio MEC encontra-se neste momento em incumprimento nesta matéria). 


Os pareceres publicados são os seguintes:

 - a 
 FENPROF faz questão de colocar o seu carimbo "fenprof" em todos os parágrafos do seu parecer mas  abona a favor da petição e dos seus subscritores; 

- a FNE (faz "tábua rasa" do acordo que estabeleceu com o Governo e que permitiu a realização da PACC) num discurso político de sempre, cheio de "consensos",  demonstra que quer uma espécie de "amplo debate" relativo a esta questão. 
Pergunto-me apenas, como se pode ser contra a PACC e depois querer um "consenso" em relação a mesma? Do mesmo modo, também posso questionar se a FNE é a favor da petição da mesma forma como era contra a PACC desde a sua "criação"?; 

- a Associação Nacional de Professores  e a Associação Nacional de Professores de Informática chegam a apresentar sugestões para a anulação da PACC e lançam o debate no sentido de "repensar" a formação inicial de professores. Ambas são a favor da petição e dos seus subscritores; 

- Paradigmaticamente a Associação de Professores de Português é a associação que demonstra aparentemente o menor interesse nesta questão que a petição aborda. Em dois parágrafos apenas, atesta não ter de "tomar posição no assunto" e deixa uma frase da qual eu considero no mínimo enigmática (para não dizer outra coisa):

"A direção da APP expressa, contudo, o desejo que nenhum professor formado em Portugal tenha dificuldade em realizar testes desta natureza ou outros que lhe possam ser impostos pela entidade empregadora."

Sem tomar posição, portanto.  


(Aisha Zeijpveld)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O sonho dos ministros da pasta da educação concretizou-se: arranjar um bom pretexto para "achincalhar" professores na praça pública

Quem deu "uma vista de olhos" pela comunicação social (mesmo que ao de leve, por motivos de sanidade mental) pôde constatar o tipo de leituras que os média e os seus "especialistas" (em opinar sobre qualquer tema) fizeram quanto aos dados divulgados pelo MEC/IAVE sobre os resultados da PACC. 

É preciso desde logo entender o que é que o MEC (cRato) pretendia com a divulgação dos dados: disseminar a ideia de que os professores não estão aptos para a docência, como forma de justificar a existência da dita prova. Lembremo-nos de que ainda a prova não tinha sido feita e já começava a ser consensual de que até crianças do básico faziam a mesma de olhos fechados. 

A questão é: conseguiu o ministro passar essa ideia? Possivelmente sim. Os resultados lidos na diagonal (é preciso entender que interessa a muita gente que assim seja) assim apontam, insinuando que Crato tinha supostamente razão em "obrigar" os pretensos "candidatos a professores" a fazer uma prova para constatar que os mesmos falham e são supostamente maus "candidatos a professor". 



Ora vamos aos factos: 

1) A prova foi efectuada sob a tirânica pressão (possivelmente ilegal) de retirar os professores visados pela mesma dos concursos nacionais, mesmo não sabendo que tipo de prova os esperava (por mais fácil que ela fosse). De relembrar que a 2.ª prova até foi marcada à última da hora sob o maior secretismo. Nunca antes se havia visto em Portugal a marcação de um exame a três dias úteis da data do mesmo e um tal ataque aos direitos constitucionais;

2) A prova efectuada não trata da área de especialização de qualquer docente formado em Portugal, nem faz parte de qualquer plano de estudos do ensino superior, sendo proporcionalmente ridícula pelo facto de ser uma espécie de "quiz" (por mais fácil que ela fosse); 

3) Da leitura dos dados não se percebe se a percentagem de negativas está relacionada com os boicotes efectuados pelos professores aquando da realização da prova. Houve quem tivesse preenchido o cabeçalho e não escrevesse nada, outros houve que rabiscaram a prova em sinal de protesto. Como sabemos se estas provas foram ou não tidas em conta nas percentagens de negativas? Não sabemos;

4) Muitos professores fizeram a prova sob pressão psicológica devido ao sentimento de injustiça latente e até supostamente sob a coacção de vigilantes e directores mais zelosos; 

5) Em muitos estabelecimentos de ensino, não foram respeitadas as condições normais para a realização de um exame;

5) Quando, onde e quem corrigiu as provas? Como se pode comprovar a integridade dos resultados? Relembro que muitas destas provas já foram realizadas a 18 de Dezembro de 2013;

6) Falam dos supostos erros ortográficos dados pelos professores (o Quintino Aires delirava hoje de manhã com os erros dados, fazendo uma ovação ao ministro vingador), mas não falam dos erros que constavam da prova realizada pelos supostos especialistas do IAVE; 

6) Um facto curioso: a divulgação dos resultados da prova coincide com a divulgação dos resultados da 2.ª fase dos exames nacionais. O "candidato a professor" viu-se ele próprio colocado no mesmo espaço/tempo do aluno.

Tudo para expulsar das listas de professores "achincalhar" os "candidatos a professor" e subsidiar fomentar um organismo pago pelo contribuinte português: o IAVE e as pessoas que orbitam à volta do mesmo.

Uma última nota: hoje o Arlindo falava em supostos "agradecimentos". Eu sei a quem se deve agradecer em primeiro lugar: à FNE e aos seus sindicalistas, por contribuírem para a destruição das vidas destes "candidatos a professores" e da imagem de toda a classe docente.


(JN)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Hoje saem os resultados da PACC

Resultados de provas corrigidas por quem? E a seguir? Segregam-se mais uns quantos professores contratados do concurso nacional perante o estrondoso silêncio de professores em geral?


"Exmo(a) Sr(a) Candidato(a)

Durante o dia de hoje (04-08-2014) será publicada na página eletrónica do IAVE - Instituto de Avaliação Educativa I.P., a lista de candidatos aprovados na prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC).
Após a publicação da lista acima referida, os candidatos(as) que realizaram prova válida poderão aceder à plataforma SIGRHE desta Direção-Geral para aí consultarem a sua situação no que se refere ao resultado final validado da PACC.
Com os melhores cumprimentos,


Mário Agostinho Alves Pereira
Diretor-Geral da Administração Escolar"



(Bansky)


segunda-feira, 21 de julho de 2014

10 Regras para realizar a PACC com sucesso...

...ou regulamento para não boicotar a PACC:



(Jorge Faria)

Que estado de direito é este?

Surgem notícias um pouco por todo o lado de que os directores das escolas aparentemente poderão estar a convocar todos os professores dos agrupamentos para estarem presentes no dia da realização da PACC quando, em muitos casos, não serão necessários mais do que meia dúzia...

Também surgem informações de que alegadamente os directores poderão estar a informar erradamente os professores vigilantes de que as convocatórias sindicais não têm efeito por terem sido efectuadas após a convocatória dos directores.
 A serem verdade estas informações, já toda a gente percebeu que é ridículo e que não tem qualquer ponta por onde se lhe pegue. Qualquer professor tem direito a estar presente na reunião sindical ao abrigo da lei sindical (sendo ou não sindicalizado).

Outras informações também preocupantes dizem respeito ao possível aparato que se vai montar à frente das escolas com o chamado "reforço policial".


Peço a quem tenha informações sobre reuniões de preparação das vigilâncias à PACC (algumas ainda em realização) que coloque na caixa de comentários para aferirmos até onde vai este poder que se acha absoluto. 


(Jorge Faria)

Já começa a aquecer...

Capas de Jornais dia 21/07/2014:



(Público)


(JN)


(CM)




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