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segunda-feira, 17 de junho de 2019

A verdade vem sempre ao de cima (mesmo que não admitam)


Ao contrário do que fora afirmado pela Secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão (aqui):

"A S.E. dá o exemplo de que para ter acesso ao subsídio de desemprego são necessários 360 dias de descontos em 2 anos e diz que um "professor com horário de 7 ou mais horas de componente lectiva consegue aceder a todas as prestações sociais porque desconta por ano 120 dias". Ora, ou a senhora S.E. se enganou nas contas ou alguém que me explique como é que 120 + 120 dá 360 dias declarados. Acresce, ainda, que para o regime social de desemprego são necessários 180 dias por ano, pelo que, no exemplo proferido, com os 120 dias um professor também não tem acesso a tal;"

E essa mesma tese foi defendida pela deputada Sónia Fertuzinhos do PS (aqui):

"Também ela defende o "erro" de que um "professor com horário de 7 ou mais horas de componente lectiva consegue aceder a todas as prestações sociais porque desconta por ano 120 dias". Pior, acaba por intepretar de forma incorrecta as condições para o acesso ao subsídio de desemprego argumentando que "um professor com horário completo precisa de 2 anos com horário completo para ter acesso". O que é manifestamente errado"

Só aquando da apresentação do relatório (por parte da deputada Sónia Fertuzinhos) da petição aos peticionários em reunião (aqui) e na publicação do mesmo (aqui) é que se percebe, que tudo que se passou para trás, não passou de uma tentativa (diria em má fé) de tentar ganhar o argumento e minorizar a petição e os peticionários que defenderam em nome dos professores lesados nos descontos para a S.S. em sede da Comissão de Educação e Ciência. Mas a verdade tarda mas aparece, e aparece plasmada em documentos oficiais contradizendo as palavras proferidas anteriormente.


(clicar imagem para ver maior)


(retirado de aqui)



Pior disto tudo é que estes deputados estão cientes de que apenas os professores contratados em horário lectivo com pelo menos 12 horas podem cumprir os prazos mínimos de garantia para acesso às prestações sociais de subsídio de desemprego (que são de 360 dias nos 24 meses anteriores). Ora, nos concursos de professores, os intervalos de horário são uma espécie de roleta russa, não sendo possível prever com exactidão o resultado da atribuição horária. (aqui) 


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Até verti uma lágrima...






(Scorpion Dagger)

domingo, 2 de junho de 2019

Eu Flexibilizo...


Tu Flexibilizas

Ele Flexibiliza

Nós Flexibilizamos

Vós Flexibilizais

Eles Flexibilizam

Todos de forma muito autónoma, até não restar pedra sobre pedra através do DL n.º55/2018 (aqui),  fazendo mais (muito, muito mais) com os mesmos recursos. E os professores, esses mordem o "isco"... 


(Scorpion Dagger)

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Qual foi o pedido mais bizarro solicitado pelo senhor Diretor? Respostas parte I


"A situação mais bizarra foi um processo disciplinar que me foi posto por um diretor por ter feito um jornal de cartoons na escola. A inspeção achou muita piada ao jornal e acabei a jantar uma mariscada em casa do inspector. Já lá vão 32 anos e era o meu 3° ano de docência num local a 300 km de casa... O diretor chamava se Felizardo. 😉 Recordar é viver....." (P.S)



"A situação mais “anormal” foi ser nomeado para vigiar todas as provas da PAAC (antigos exames para colegas contratados), durante 3 dias seguidos. Obviamente que fiz greve à vigilância nos três dias. Jamais me iria prestar a esse papel ridículo de vigiar colegas. Como represália, o Sr. Diretor descontou-me 3 dias completos no vencimento, apesar desses dias também corresponderem a tarefas de avaliação (2° período), inclusive, assinei pautas de avaliação... Claro que, passados dois anos, a ação foi ganha e teve de repor o dinheiro que descontou a mais. Faltaram os juros." (A.M)

"Uma carta registada a mandar-me interromper a licença parental e apresentar-me ao serviço. LOLOLOLOL" (J.F.O)



E vocês? Qual foi o pedido mais bizarro que vos foi solicitado por um diretor?  

Coloquem as vossas histórias ou na caixa de comentários, ou no "livro de reclamações". Vamos partilhar algumas histórias...



(Scorpion Dagger)



Terá sido o mesmo SNS que te socorreu Santana?




(Neomechanica)

quarta-feira, 8 de maio de 2019

É preciso não cair na esparrela... claramente alguns começam a resvalar



- Partidos políticos: um PS a dizer que não dá nada, escondendo e moldando as contas a gosto e hostilizando posições e a própria opinião pública; um PSD e um CDS-PP a dizerem que não recuaram e que vêm agora dizer que só aprovam se forem impostas mais condições; e um BE e um PCP que tinham uma coligação improvável em mãos e, fruto das mudanças de posições, dizem que não têm outra alternativa senão votar contra. 

- Mário Nogueira: que aparentemente estaria disposto a aceitar as condições impostas pela direita para conseguir o acordo mas que, sem a "bóia" do PCP e do BE, ficou aparentemente em situação de "naufrágio". E seria essa iniciativa benéfica para os professores, isto é, comprometer-se em renegociar o ECD, a estrutura da carreira docente e a ADD no próximo quadro governamental, sem ter qualquer garantia de que algum dia o pressuposto do crescimento económico se iria verificar, para conseguir essa "vitória"? 

- Comunicação social: também é notório que a questão principal (942) extravasou para temas como a revisão do ECD e a ADD, em grande parte devido aos comentadores da praça (jornalistas e membros dos partidos políticos). Quanto à maior parte destes pontos, já expliquei o meu ponto de vista aqui. 

E, agora, alguns autores de blogues sobre Educação: 

- BlogDeArLindo: pergunto-me o que está em causa nestes posts aqui e aqui? Estará Mário Nogueira a agir bem em fazer tudo para aceitar as condicionantes impostas e conseguir o acordo? E os partidos que votam contra, estão errados por não aprovar as tais condicionantes?

- ComRegras:  o que está em causa aqui? Começarmos a debater propostas da ADD, quando o cenário que se avizinha significa que é a troco de nada e a pedido de partidos que, durante a última legislatura, tanto prejudicaram os professores? 


Atenção: não coloco em causa a seriedade e a legitimidade de opinião, mas pergunto, como o próprio título indica, se eles próprios não estarão inadvertidamente a "cair na esparrela"?











(A Mosca - Luíz Afonso aqui)

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Qual foi o pedido mais bizarro solicitado pelo senhor Diretor?


Li, pelas redes sociais, uma professora que mencionava que o diretor do seu agrupamento, entre outras "bizarrias", solicitou à mesma o "pagamento do seu bilhete na viagem de visita de estudo que ia realizar com as turmas do agrupamento", por ser "uma actividade do seu grupo disciplinar". 

Recordo-me também, e aqui deve haver muitas histórias, de uma vez, um director solicitar (aos berros) a um docente, perdão técnico das AEC, para o mesmo, em período de férias (contratado pelo munícipio) estar na escola em período de paragem escolar (não sendo remuneradas essas horas nem pelo agrupamento, nem pelo munícipio). 

Outra história, a de uma professora do quadro, colocada com horário em duas escolas (do mesmo agrupamento), e a secretaria com ordens estritas do director recusou-se a pagar subsídio de deslocação da professora. 

E vocês? Qual foi o pedido mais bizarro que vos foi solicitado por um diretor?  

Coloquem as vossas histórias ou na caixa de comentários, ou no "livro de reclamações". Vamos partilhar algumas histórias...


(Scorpion Dagger)

quinta-feira, 25 de abril de 2019

"Desigualdade", disse ela.



A Secretária de Estado considera, portanto, que a não contabilização de trinta dias, no caso dos professores com componente letiva incompleta, para efeitos de descontos para a Segurança Social, não cria "desigualdade" entre professores.

Aliás, considera exatamente o contrário: segundo a governante, declarar esses dias é que criaria desigualdade. Portanto, um professor contratado, colocado num horário com componente letiva incompleta, que está 5 dias por semana ao serviço da escola e que, fora da sua componente letiva,  planifica aulas, realiza todo o trabalho relativo à avaliação dos alunos, reuniões e outras atividades da escola, não deve ver esses dias declarados, pondo em risco as suas prestações sociais e a sua reforma. Como pode esta senhora governante considerar que esta situação não é injusta?

Melhor explicado só aqui, pelo movimento de professores lesados pelos descontos da SS:



Esta situação resume-se a isto: os professores contratados não podem esperar qualquer "gesto" por parte do Ministério da Educação, IGeFe,  Segurança Social ou mesmo por parte do PS, PSD ou CDS-PP (que estão bem a par do caso). Ou os professores recorrem à justiça, ou acabarão por ver a sua situação piorar de cada vez que uma escola declara de forma arbitrária os descontos para a S.S. 




(Murder she Wrote)

segunda-feira, 25 de março de 2019

Para aqueles que têm expectativas que Rui Rio e o PSD sejam a salvação do 942, dos professores e da Educação...pensem lá novamente!


Portanto, vejamos o que Rio disse sobre o 942...

Resta entender qual é a medida temporal a que se refere relativamente ao tal "eixo do tempo"? E se for infinito?
Mas Rui Rio (que ainda nem sequer foi a eleições legislativas) já explica exactamente ao que vem. Lembram-se do discurso do tempo Passista "fazer mais com menos"? 
Leram bem, "os professores que se reformam não têm necessariamente que ser substituídos". Agora, pensem um pouco e tirem as vossas próprias conclusões.

(Scorpion Dagger)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Também precisam de professores?




Exactamente no mesmo dia, o PSD sugere rever o quadro remuneratório dos médicos em Portugal (aqui). Não é simplesmente fantástico?


(Scorpion Dagger)

Fuga para a frente


Nada prometem. Consequentemente nada fazem. 



"Questionada várias vezes sobre um eventual entendimento com os partidos de esquerda, para uma apreciação parlamentar (confirmar uma lei do Governo na Assembleia da República), por exemplo, a líder centrista nunca se comprometeu com os votos do CDS, em nome "da responsabilidade" (Assunção Cristas)


(Willi Dorner)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sobre o Recenseamento...


...que acaba hoje*, vale a pena reflectir se no ponto cinco do recenseamento (exercício efectivo de funções em tempo parcial ou completo), pergunta essa que já existia no ano anterior, se a resposta "voluntária" do candidato concordando inadvertidamente que a mesma é "tempo parcial", influencia ou não influencia os processos judiciais pendentes dos professores com horário incompleto cujos dias estão a ser erroneamente enviados para a Segurança Social pelas escolas sob o entendimento da tutela que os professores em horário incompleto trabalham em trabalho parcial? 

*errata: acaba dia 13/2


(Scorpion Dagger)

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Como sanar a falta de professores num futuro próximo?


Simples, através da abertura, por parte do parlamento, de um projecto para a reorganização dos ciclos:


O mais curioso, é que provavelmente o segundo projecto proposto pelo PCP (revisão curricular) fosse o mais premente, especialmente no ensino básico, mas adiante. Pode ler-se também que:




Portanto, o PS passou da "rejeição" da ideia inicial para a abstenção? O que mudou? 




Pensar que isto, tem como desígnio melhorias do sistema de ensino (aqui) e não apenas poupar umas coroas e visando não necessitar de tantos professores no sistema, é pura ingenuidade.


(NeoMechanica)

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