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quarta-feira, 8 de maio de 2019

É preciso não cair na esparrela... claramente alguns começam a resvalar



- Partidos políticos: um PS a dizer que não dá nada, escondendo e moldando as contas a gosto e hostilizando posições e a própria opinião pública; um PSD e um CDS-PP a dizerem que não recuaram e que vêm agora dizer que só aprovam se forem impostas mais condições; e um BE e um PCP que tinham uma coligação improvável em mãos e, fruto das mudanças de posições, dizem que não têm outra alternativa senão votar contra. 

- Mário Nogueira: que aparentemente estaria disposto a aceitar as condições impostas pela direita para conseguir o acordo mas que, sem a "bóia" do PCP e do BE, ficou aparentemente em situação de "naufrágio". E seria essa iniciativa benéfica para os professores, isto é, comprometer-se em renegociar o ECD, a estrutura da carreira docente e a ADD no próximo quadro governamental, sem ter qualquer garantia de que algum dia o pressuposto do crescimento económico se iria verificar, para conseguir essa "vitória"? 

- Comunicação social: também é notório que a questão principal (942) extravasou para temas como a revisão do ECD e a ADD, em grande parte devido aos comentadores da praça (jornalistas e membros dos partidos políticos). Quanto à maior parte destes pontos, já expliquei o meu ponto de vista aqui. 

E, agora, alguns autores de blogues sobre Educação: 

- BlogDeArLindo: pergunto-me o que está em causa nestes posts aqui e aqui? Estará Mário Nogueira a agir bem em fazer tudo para aceitar as condicionantes impostas e conseguir o acordo? E os partidos que votam contra, estão errados por não aprovar as tais condicionantes?

- ComRegras:  o que está em causa aqui? Começarmos a debater propostas da ADD, quando o cenário que se avizinha significa que é a troco de nada e a pedido de partidos que, durante a última legislatura, tanto prejudicaram os professores? 


Atenção: não coloco em causa a seriedade e a legitimidade de opinião, mas pergunto, como o próprio título indica, se eles próprios não estarão inadvertidamente a "cair na esparrela"?











(A Mosca - Luíz Afonso aqui)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

É curioso: os que desvalorizam o papel das Artes...

...são os mesmos que adoram ver os Simpsons.



Os Simpsons comemoram 25 anos e, já agora, o Family Guy também já perfaz mais de 10 anos de emissão na TV. Ambas as séries são animadas e dependem da criatividade e da imaginação de toda uma equipa dedicada ao mundo do desenho e da arte da animação. 

No entanto, cá por Portugal, o currículo das Artes e o apoio à cultura e aos artistas são cada cada vez mais inexistentes. 

Ah! E para a malta que somente pensa em "mercantilizar" a educação, lembro que ambas as séries valem biliões de dólares e criaram milhares de empregos nos Estados Unidos.

Mas, milhões à parte, ambas inspiraram a imaginação de 
milhões e milhões de pessoas.  



(The Simpsons by Bansky)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PACC - Como te faz sentir - Part I

I

Tendo percorrido longos debates pelas redes sociais 
na tentativa de debater e sensibilizar os professores para o imperativo moral e ético que é combater o nefasto exame que se avizinha. 

Não sabendo como transmitir a mensagem de forma mais clara e concisa (apesar de todos os meus esforços), tentarei colocar em perspectiva (sem qualquer filtro) os argumentos que foram sendo debatidos pelas redes sociais nestas últimas semanas.

Atenção: Não é um exercício de generalização. São apenas algumas opiniões de alguns professores (não de um todo). 

Assim, temos professores nas escolas que: 

- Dizem sofrer pretensas pressões dos executivos dos agrupamentos;
- Têm receio de instauração de "processos disciplinares" no dia do exame;
- Não aderem a greves devido ao facto de os professores visados se terem inscrito na PACC;
- Não aderem a greves devido ao facto de os professores visados comparecerem para fazer a PACC;
- Consideram ser uma "utopia" os professores não realizarem a PACC;
- Defendem a "liberdade" de cada um fazer o que optar e "respeitar" essa opção (seja fazer/não fazer o exame, seja vigiar/não vigiar ou corrigir/não corrigir o exame);
- Apontam para a "desunião" e falta de coragem dos contratados nesta matéria;
- Apontam para a mestria do MEC em fomentar o caos entre os professores; 
- Defendem o "direito" dos inscritos fazerem a PACC;
- Defendem o direito de todos os professores em serviço nesse dia serem "objectores de consciência" nesta matéria; 
- Questionam a passividade das instituições formadoras neste processo e a falta de acção.


(David Hockney)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os Antónios têm tempo para os debates na TV...

...mas não têm tempo para responder a duas singelas perguntas que dizem respeito a milhares de professores. E o Bloco, o Livre e o PCP (o que esperam eles)? Recordo que já existem respostas. 

Os professores ainda podem participar e enviar as perguntas aos partidos. 

"Duas simples perguntas aos partidos (Pedido de clarificação)"



(inferno)


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

E a segunda resposta ao desafio lançado de pedido de clarificação...

...foi do MAS (Movimento Alternativa Socialista). Também o Fórum Manifesto já tinha respondido (4/08/2014).

Relembro que se mantém o repto para todos "desafiarem" os restantes partidos (PS, PCP e LIVRE) a tomarem uma posição clara e inequívoca sobre matérias educativas. Aguarda-se as respectivas respostas.

Resposta do MAS (22/8/2014): 







Resposta: Sim, o MAS defende o fim total da PACC e para isso é fundamental retirá-la do ECD. Consideramos legítimo este desafio público dirigido a diferentes partidos. No entanto pensamos que não basta os partidos comprometerem-se "no papel" antes da eleições sobre estas questões. É fundamental que os professores interpretem a acção concreta dos diferentes partidos nas lutas docentes. Da parte do MAS é evidente a sua posição contra a PACC e consequentemente os professores do MAS estiveram de uma forma clara ao lado dos seus colegas nos diferentes protestos contra uma prova ignóbil (não só nas manifestações e greves mas também nos importantes boicotes que outros desprezam) e a defender que a luta docente fosse decidida democraticamente por todos os professores e não apenas por alguns. Será que os outros partidos podem dizer o mesmo?


(The Matrix)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O Observador precisa de pageviews é isso?

  E mais não digo. 

terça-feira, 4 de março de 2014

A ANVPC está em Bruxelas...

...e bem (até porque todo este processo se iniciou nas instâncias Europeias). No entanto, penso que o discurso não deveria centrar-se apenas  na retórica dos professores contratados com 10, 15, 20 anos de tempo de serviço.
Não deveria a Associação Nacional de Professores Contratados defender os direitos de todos os professores contratados? Falo obviamente dos que não possuem 10 ou 15 anos de tempo de serviço.
Assim questiono novamente: um professor que possua um dia de serviço não é efectivamente professor contratado? E com 4 anos, 6 e por aí adiante?
No meu entendimento, dever-se-ia aproveitar esta oportunidade para relançar a discussão sobre a situação de milhares  de professores contratados a quem foram retiradas as hipóteses de leccionar devido às medidas impostas nos últimos anos na Educação. Não deveria este problema ser também encarado como uma prioridade, ao invés de somente se centrar as atenções em mais um concurso de vinculação docente (que poderá vir a revelar-se novamente um presente envenenado, à semelhança do anterior)?
Às vezes perguntam-me se existe algum tipo de ataque nos meus posts à ANVPC ou ao seu presidente César Israel Paulo. Pelo contrário, trata-se de chamar a atenção para o drama humano que milhares de professores contratados (e desempregados, muitos já sem subsídio de desemprego) vivem actualmente, o qual deveria estar, na minha opinião, no centro da discussão em matéria de professores contratados. E neste capítulo os sindicatos têm falhado em trazer esse tema para a actualidade.
Torna-se cada vez mais premente construir uma resposta para estes professores, seja na educação ou fora dela. Trata-se de um problema grave, do qual associações, sindicatos e instâncias governamentais não podem alhear-se.
 Uma das opções poderia ser a criação de um programa específico  que valorizasse as qualificações dos milhares de professores contratados desempregados, com o intuito de integrar os mesmos em diversas áreas da administração central.


(Público)



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