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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A PACC continua a fazer "vítimas"...


...apesar de se encontrar suspensa e de ter sido declarado o fim da BCE. Portanto, continuam a existir actualmente professores excluídos devido ao factor PACC, apesar do seu pleno e legítimo direito a serem seleccionados para o lugar. 

Resta perguntar:

- o que está a ser realmente feito neste domínio desde outubro de 2015? 




(Comunicação de uma escola a informar da exclusão, após o candidato ter sido seleccionado)

domingo, 1 de novembro de 2015

A primeira crónica deste blogue foi apenas uma única imagem

E porque não houve as devidas despedidas ao alegadamente um dos piores ministros que rezará a história (destronando muitos dos os seus antecessores aos pontos), fica aqui a minha.

Foi dos piores jogos de "Angry Birds" algum dia jogados pelos professores, a muito custo pessoal. 

Crato sai pela porta pequena. Sem discursos de circunstância. Sem louvores. Sai apenas.

Não vale a pena fazer uma retrospectiva da obra feita, basta apenas olhar para o estado da arte. Vale sim a pena, pensar seriamente como desfazer todo o mal feito e pensar reflectidamente o futuro da educação. 



(Angry Teachers - 23 de Agosto de 2013)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Os discursos de posse governamentais...


...incidem sempre em palavras como: "desburocratizar", "descentralizar", "simplificar", e sobretudo tudo em nome da "eficiência das instituições públicas" e da sua "modernização". Dizem que são as "gorduras"...

...mas no fundo já todos sabemos o que isso significa, não sabemos?



(Hyunju Kim)

Silêncio ensurdecedor


Saiu ontem mais uma reserva de recrutamento, e no entanto, curiosamente até ao momento, nem uma palavra emanada pelo MEC ou por outra "entidade" sobre a decisão do TC.

Curioso também é continuar a ser perfeitamente claro que os mecanismos artificiais concursais criados para colocar professores são comprovadamente ineficazes. 

Mas isso também não significa que a ponderação de caminhos concursais futuros sejam à vontade da crença de alguns fregueses que querem o "poder" de seleccionar à la carte. 

Por isso, esperam-se os debates, as posições e as palavras que até ao momento não vejo a serem realizados. 



(Maxime Ballesteros)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Crato vive...


...em versões clones que apenas visam vingar na educação uma ideologia cega de gestão económica, do currículo e do futuro. O debate aparentemente nunca se centra no necessário mas recai sim sobre os mesmos: os professores. 

Versão Justino...




Versão Hanushek...






(Ashley Nawn)

Um governo aparentemente entregue à socapa...


...ao Presidente da República, em que a pasta da educação foi entregue a uma senhora doutorada em gestão.  Crato inevitavelmente cai. O governo também cairá. 


(Stephan Friedli and Ulrik Martin Larsen)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O quadro educativo


- Temos um corpo docente envelhecido (com menos de 30 mil professores no sistema).

- Uma carreira "dominada" pelo sexo feminino (curiosamente excepto no Superior).

- Temos um sistema aparentemente cada vez mais concebido para "privilegiar" o Ensino Privado.

- Medidas feitas à última hora que são mal executadas. Oh my god. 

De resto, é continuar a apreciar a paisagem...


(Drew Nikonowicz)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Mais do mesmo: a não aposta na Educação e no País



"Entre os anos letivos de 2000/2001 e 2013/14, a rede de escolas públicas encolheu radicalmente, de 14 533 estabelecimentos para 6575, indica o relatório "A Educação em Números 2015", da Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência (DGEEC). Só em 2014, desapareceram da contabilidade 535 escolas estatais. O relatório demonstra também que, desde o início do milénio, o ensino privado não só resistiu a essa quebra como até se reforçou ligeiramente, passando de 2477 para 2628 escolas.


"...saíram da rede 34 827, um professor por cada três alunos que o sistema perdeu."


(They Live)


PACC - O último amparo de Crato é o Parlamento

E esse "amparo" só será possível se a esquerda lhe der a mão (esperando que a postura do Partido Socialista seja diferente do que da última vez). 

Quanto ao David Justino, bem pode tentar dar a volta ao texto, mas "complementar" no meu dicionário (de Justinês) não significa que esteja de acordo com o final da dita cuja. 



No entanto, o mais importante é perceber o que está a ser feito actualmente pela tutela e pela Fenprof, no sentido de "ressarcir" e incluir nos concursos (em curso) os professores lesados pela Prova. Para desse modo, perceber que "caminhos" possíveis que os professores têm para agir, já que ficar parados não é uma opção. 


A pergunta que se coloca é: quereriam mesmo dizer "todos", ou somente sindicalizados?


(Andrea Peipe)

domingo, 18 de outubro de 2015

Poderemos todos um dia recordar (com vergonha) que vivemos num tempo em que chamaram professores de candidatos

Estou ciente de que existem ainda muitos constrangimentos em matéria educativa para além da questão da Prova de professores (concursos e critérios injustos, reorganização curricular, legislação que abriu portas ao ensino privado, …). E também sei que ela não é a solução dos problemas que ainda atingem a “classe” docente, mas permitam-me fazer algumas considerações sobre o período negro da PACC e o seu efeito sobre aqueles que foram visados.

Durante estes anos, milhares de docentes pagaram com o seu emprego a sua dignidade. E colocaram as palavras nas suas acções. Sim, eu sei que para muitos isso não conta nada (foi o que me foi dito repetidamente por muitos a quem nem sequer perguntei). Entre o desprezo e a inacção de muitos “colegas” de muitos outros, durante este período de tempo houve insultos e ameaças de alguns contra aqueles acusados de incitar ao boicote à Prova e à sua não realização. Mas…

… muitos nunca deixaram de acreditar e nunca deixaram de estar à frente das escolas nos momentos em que tal era necessário. E apesar de merecerem todos os louvores, não é para estes que hoje escrevo esta crónica.

A Prova deu um passo atrás. E não graças a muitos que apelidei um dia de “pares”. Não, não existiu solidariedade entre “pares”. Se tivesse havido, a Prova nunca teria ido em frente. Muitos por medo, outros por agenda própria, permitiram tudo o que sucedeu. E ainda há aqueles que passaram de ovelhas para lobos e que agora passarão “inocentemente” de lobos para ovelhas, misturando-se entre o rebanho. Mas sabemos quem são e quais foram as reais motivações nesta matéria. 

O dia de sexta não representa apenas uma vitória moral daqueles que foram injustamente tratados pelo MEC e pelo seu ministro, ou pelos supostos “pares” (aqueles que aceitaram fazer a Prova e as vigilâncias e aqueles que levaram as ordens acima do que era pedido). É uma vitória moral daqueles que foram apelidados por muitos como maus profissionais, sendo expulsos dos concursos de professores e consequentemente da profissão docente. 

Um dia disseram-me que a “dignidade não coloca comida na mesa”. E hoje eu pergunto a todos os que foram coniventes com a implementação da Prova: agora que foi declarada inconstitucional, como é que se sentem? Quanto custou a vossa dignidade? Eu digo. Foi barata e custou a módica quantia de vinte euros. Este é o preço a pagar pelo silêncio.

A última sexta-feira não marca apenas mais uma derrota de Crato em toda a escala. Esta derrota terá que dividi-la também com aqueles que fizeram parte deste processo hediondo que manchou a imagem de todos os professores.

Espero agora um dia poder celebrar a morte da PACC (quando for retirada do ECD). Até lá, apenas posso celebrar o facto daqueles a quem lhes foi feito o "velório" antecipadamente poderem agora voltar aos concursos em plena posse das suas habilitações e, sobretudo, do seu bom nome. 



(Eduarda Mata Icaza)
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