“As pessoas não têm que almejar ficar ao lado de casa, porque isso é impossível. As pessoas devem almejar ficar colocadas num sítio e saber que se mantêm aí.”
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segunda-feira, 17 de junho de 2019
sábado, 11 de maio de 2019
"Phosga-se"...
...isto foi o Expresso da Meia-Noite de hoje. Pela "qualidade" do painel seleccionado pelo Bernardo (Pinheiros & Monteiros), talvez valha a pena ouvir atentamente Vítor Costa, director-adjunto da Lusa.
(Expresso da Meia-Noite)
terça-feira, 7 de maio de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
sexta-feira, 29 de março de 2019
Directores estão proibidos de celebrar contratos até 21/4 na Contratação de Escola?
Como mencionei anteriormente, a próxima Reserva de Recrutamento será apenas no dia 18 de Abril (aqui) e como é norma, todos os horários inferiores a 8 horas, os horários recusados ou por falta de candidatos na RR vão automaticamente para concurso na Contratação de Escola (antigas Ofertas de Escola).
Foi informado pelo Pedro na caixa de comentários da crónica acima mencionada que, apesar de existirem horários em concurso, as escolas não estarão a celebrar contratos com os candidatos selecionados:
"...concorri a uma OE, no dia 20/03, saiu a lista ordenada, fiquei em 1° e o diretor da escola não me pode selecionar antes de 21/04. Ficando as turmas sem aulas, no mínimo 2 semanas, tudo isto a troco de poupar uns euros." (Pedro)
Será isto um caso isolado ou um "modus operandi" em curso? Mais uma vez, estará o interesse dos alunos a ser tido como prioritário?
(Studio Arhoj)
quinta-feira, 28 de março de 2019
Não haver Reserva de Recrutamento.
Como se não bastasse os problemas que os professores contratados enfrentam actualmente com os descontos para a Segurança Social, esta semana não existiu Reserva de Recrutamento e a próxima só existirá (como se pode ler na nota informativa aqui) dia 18 de Abril. Portanto, um mês sensivelmente sem colocação de professores.
Poderão pensar que pelo facto das semanas que se avizinham serem compostas por: uma de aulas e duas semanas de paragem lectiva para reuniões de avaliação não se deve (a bem da despesa pública) colocar professores. Mas, e se os professores fossem colocados amanhã, colocando a hipótese de que essa colocação fosse necessária com duração com mais de 30 dias, seria ou não seria essa colocação útil e necessária? Estará o interesse dos alunos a ser tido como prioritário?
(Studio Arhoj)
quinta-feira, 14 de março de 2019
Enquanto esteve em regime de "tempo parcial" era Passos o Catedrático também lesado nos descontos declarados para a Segurança Social?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Pergunto-me se Ramiro Marques...
...dado como "desaparecido" nas redes desde a sua polémica nomeação ao Conselho Nacional de Educação sob batuta de David Justino (aqui), saberá que se clicarmos no link do outrora "ProfAvaliação" vamos ter acesso directo a este site (aqui)? E se clicarmos no "BaseDadosRamiro" vamos ter a este (aqui)?
Mais curioso ainda será perguntar: ainda alguém se lembra do Ramiro Marques?
(Neomechanica)
Os "peritos" chegaram!!
Os ventos provenientes do ISCTE chegaram novamente às escolas lembrando os tempos áureos da Milú. E visto que, no ensino superior escasseam os alunos (sobretudo nos cursos de formação de professores) aparentemente é necessário encontrar soluções alternativas. Estou longe?
"As equipas de avaliação integrarão dois inspectores da IGEC e dois “peritos externos”, que serão seleccionados por instituições do ensino superior."
(Scorpion Dagger)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Enquanto houver um sistema de compatibilidades é que é bom...
Ora diga lá muito devagarinho? pic.twitter.com/95xsAtKvNT— O Cão Danado (@OCaoDanado) 14 de fevereiro de 2019
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Não havia espaço para colocar no cartaz a luta dos professores contratados...
...lesados nos descontos da segurança social, é isso?
Ou no texto que acompanha o cartaz: "No caso dos docentes, é a tentativa de apagar tempo de serviço cumprido, a imposição de horários de trabalho marcados pelos abusos e ilegalidades, a recusa de aprovação de um regime específico de aposentação, apesar de ser notório o envelhecimento da profissão e conhecidas as consequências, ou a precariedade que continua a marcar forte presença, apresentando uma particular gravidade nos investigadores e nos docentes que estão nas AEC."
(Fenprof)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Foi para isto que os professores foram forçados a migrar do regime da Caixa Geral de Aposentações para o regime da Segurança Social?
Para além de serem obrigados a concorrer a horários incompletos, também serem obrigados a trabalharem de borla para o Estado?
(Wasted Rita)
Ministério da Educação insiste na argumentação de considerar professores com horário incompleto trabalhadores a tempo parcial...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Até quando vai o Partido Socialista adiar?
Fui informado que a "Plataforma de professores lesados nos descontos na Segurança Social" (aqui) agendou desde o mês de Novembro uma reunião com o Partido Socialista (PS) para debater os problemas que os professores contratados estão a ser alvo e a mesma tem sido adiada por vários motivos. Desde Novembro, foi-lhes prometido, uma reunião ao que o PS respondeu e passo a citar que a mesma seria realizada "brevemente". De Novembro passou para 7 de Janeiro (já após a promulgação do despacho 6/2018 e da nota informativa do IGeFE aqui) não tendo sido realizada. Depois passou para 19 de Janeiro e a mesma foi novamente desmarcada. Agora, ficou agendada para o dia 28 de Janeiro.
Será que é desta que membros do PS e a deputada Sónia Fertuzinhos (relembro este post aqui) vão finalmente receber os professores da plataforma para debater o assunto ou irão novamente adiar? Entretanto, o problema criado pelo Governo e o PS permanece (aqui).
(HenriCartoon)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
"A especificidade da matéria...
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Por acaso têm em conta que para além da "classificação média"...
...os candidatos a professor, ao integrarem o ensino superior num curso via ensino, têm na sua formação Português?
(Wasted Rita)
domingo, 6 de janeiro de 2019
Parte III - Os responsáveis
Anteriormente foi abordada (aqui) a questão relativa ao porquê dos professores contratados não serem capazes de reagir quando existe tanta adversidade contra eles.
Depois procurou-se (aqui) explorar algumas das questões que levam a que os mesmos se sintam discriminados por terem funções idênticas aos professores de carreira, mas não usufruirem de direitos semelhantes dentro da mesma profissão.
Depois procurou-se (aqui) explorar algumas das questões que levam a que os mesmos se sintam discriminados por terem funções idênticas aos professores de carreira, mas não usufruirem de direitos semelhantes dentro da mesma profissão.
Agora, outra das razões que
contribuirá para a “descrença” sentida pelos professores contratados deve-se ao facto de, na minha opinião, sucessivos ministros da educação terem contribuído (e muito) para o retrocesso da imagem de competência da profissão docente e da
qualidade do ensino em Portugal, aos olhos da sociedade civil.
Nomes como David Justino
(PSD), Maria de Lurdes Rodrigues (PS), Nuno Crato (PSD/CDS=PAF) e Tiago Brandão
Rodrigues (PS) pecaram e pecam pelo facto de não entenderem quais são as reais condições
da profissão no terreno e os desafios e sacrifícios necessários, apenas para se conseguir leccionar.
Pior, ao invés de criarem
condições para um ambiente de renovação geracional e de transmissão de experiência entre professores, os ministros da pasta da educação demonstraram uma particular apetência para bloquear a renovação dos docentes nas escolas, ao mesmo
tempo que precarizaram a imagem e a própria profissão docente. Talvez o maior exemplo desta herança seja a
falta de candidatos a professor sentida nos tempos que correm.
Recordo que David Justino, em 2004, devido a
falhas técnicas, “bloqueou” o acesso dos professores contratados aos concursos de
professores, criando ao mesmo tempo um dos maiores imbróglios alguma vez visto
em concursos nacionais de professores (talvez só Crato tenha novamente direito
a esse “prémio”, anos mais tarde). Os problemas criados nesse concurso tiveram
consequências incalculáveis (atrasos na entrada na profissão) para os
professores contratados, tanto nesse ano como em anos subsequentes (nunca tendo
sido “ressarcidos” pela fatídica ocorrência).
Já Maria de Lurdes Rodrigues foi uma das ministras que, aproveitando a contigência de uma maioria absoluta do PS, conseguiu implementar mudanças
cirúrgicas no ECD e proceder a alterações no regime de avaliação de desempenho para os professores, regime esse que aplicou um sistema de asteriscos (*) que
apenas serviram para minar para sempre a seriedade e a harmonia nas
listas de ordenação/colocação de professores. Essas reformas criaram um ambiente fértil
para a instauração de desconfiança na sociedade civil sobre a competência dos
professores e trouxeram um clima de "guerra" e abuso de poder para
dentro das escolas. Ainda implementou um sistema de contratação de escola
(processo que visou dar ao diretor o “poder” de seleccionar os professores contratados “à la carte”, via
entrevistas e reconduções). Foi a partir destas e de outras medidas que se criou uma atmosfera inviável nas
relações entre professores e uma desconfiança absoluta da sociedade sobre a
competência dos mesmos.
Nuno Crato. Em suma: um dos ministros que mais fez para reduzir os rácios
de professores contratados nas escolas. Dois
exemplos logo à cabeça: a implementação da PACC e da BCE. Se a PACC serviu para
humilhar e obstaculizar o acesso dos professores contratados à profissão, já a BCE foi uma
clara tentativa de ir ao encontro dos desejos de alguns directores que, desde MLR, pretendem ter para si o
poder de seleccionarem os docentes “à la carte” (desejo, esse, que perdura até hoje). Provavelmente esse desejo será
um dia saciado através da descentralização de competências para as autarquias. Ambos os instrumentos mancharam novamente a forma como se percecionava o sistema de colocações de professores, ao mesmo tempo que se demonizava a competência dos mesmos, apontando o custo orçamental que estes representavam para o país.
Medidas como a abertura da oferta
pública para os privados, a redução da contratação de professores (através de, por exemplo, mexidas na organização curricular), levando ao aumento exponencial de desemprego
docente e um primeiro-ministro que os mandou abandonar o país, são exemplo dessa
mesma demonização.
Como cereja no topo do bolo,
os professores contratados ainda tiveram que lidar com muitos dos seus próprios
pares e directores de agrupamentos que vestiram a camisola de “executores”, aceitando aplicar a vergonhosa PACC.
Este será provavelmente um dos períodos mais negros para quem é ou deixou de ser docente e que deixará marcas para sempre dentro
e fora das escolas.
Tiago Brandão Rodrigues e sua equipa ministerial até começou de forma positiva o seu
mandato, anulando algumas das nefastas medidas impostas por Crato, tal como a
BCE ou a PACC (apesar de - não esqueçamos - continuar no ECD para um dia voltar a “assombrar”
novamente os professores). Importante, também, foi o fim da subsidiação do estado
aos privados. Mas esse olhar de anulação de medidas não veio acompanhado de uma
visão reformadora no combate à precariedade dos professores contratados e, sobretudo, de um sistema mais justo de concursos e de entrada nos quadros. Essa
inacção acaba, assim, por ter custos altos para os professores que continuam contratados, pois não vêem qualquer luz ao fundo do túnel, independentemente dos muitos anos de serviço
que possam ter prestado. Sim, porque é importante que não esqueçamos que existem muitos professores
contratados com a mesma idade ou até mais velhos do que muitos professores de
carreira.
(Neomechanica)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Janeiro à porta. FNE nem vê-la.
Se por um lado, já foi referida (aqui) a postura do líder da FENPROF na defesa pública dos problemas (aqui) que os professores contratados enfrentam já em Janeiro. O que se pode dizer da FNE que aparentemente continua a não ser conhecida qualquer posição oficial sobre a matéria (aqui). Estando Janeiro à porta faria alguma diferença agora? Mas o que realmente perturba é mesmo o facto de o líder da UGT ter dito publicamente que...
...é assim que não os "deixam cair"? Tal e qual como fizeram na PACC (aqui)?
Já do lado governamental, nem uma palavra (aqui).
(Kevin Dowd)
domingo, 30 de dezembro de 2018
Não é pelo facto de se encontrar uma "resolução definitiva" que se pode afirmar que se encontrou uma solução para o problema.
Pode ler-se no site da ANVPC (datado de Outubro) o seguinte:
Quando as "soluções definitivas" são omissas, deixa-se espaço para a imaginação. Até porque o Ministério da Educação pode considerar que esta pretensão foi atendida com a "resolução" encontrada pelo próprio M.E. (aqui)
(Ewa Juszkiewicz)
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