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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Como acordar os amarelos "adormecidos"?

Desde que saiu a notícia no DN sobre uma possível ponderação, por parte do ME, do regresso do par pedagógico de Educação Visual e Tecnológica, que muito se tem debatido sobre o tema. Iniciou-se a procura por algum "sangue novo" na liderança da APEVT, para que esta Associação de Professores continue a garantir (como garantiu até ao momento) o seu assento nos órgãos de debate e de discussão de políticas educativas. A resposta dada pelos professores presentes nos recentes encontros regionais foi francamente positiva e as indicações são de que poderá haver uma transição na liderança da APEVT que garanta a sua continuidade.

Mas, como acordar os 
amarelos "adormecidos"? O facto de haver uma comissão provisória que "lidere" a APEVT não significa per se que haja amarelos suficientes para assumir uma batalha em prol da defesa do ensino artístico num currículo mais equilibrado (sendo primordial a defesa da Educação Visual e Tecnológica em moldes diferentes dos actuais). 

A questão que se coloca é: porquê defender a disciplina de Educação Visual e Tecnológica? O que é que os alunos deixaram de aprender e experienciar nos últimos anos? O que deixou de ser feito nas escolas? O que aconteceu ao currículo?

Para melhor entender a gravidade do problema (que vai muito além dos números do desemprego criado) temos que fazer contas a todo o "rosário" e abrir a caixa de pandora, ouvindo histórias que ficaram seladas dentro dos portões das escolas. E perceber que futuro pode haver hoje para a Educação Artística no nosso país, que alterações devem ser introduzidas no currículo para a melhoria do mesmo e como recentrar o debate na importância do papel da Arte na Educação.

Mas tem de haver debate e esse debate só será possível se os "amarelos" despertarem para ele... 


(Nick Blakeman)





quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não havendo (até à data) posição oficial da FNE...

...sobre o acórdão do Tribunal Constitucional, diria que a posição da FNE sobre a PACC parece estar em linha com o que defende o Arlindo: que a solução é a "menos má" ou que a mesma "não é a solução ideal". Mas essa "solução" (no meu entender, completamente errada) foi a estratégia que a FNE conscientemente decidiu adoptar (mesmo que tenha sido totalmente oposta à estratégia usada no início). Recordo, também, que a FNE, ao longo do processo de implementação da PACC, retirou o apoio aos protestos que daí advieram

Seguindo esta estratégia, aprovada pelo líder sindical da UGT, a FNE "sentenciou" muitos professores a fazer o exame, retirando-lhes assim o direito a concorrer em plena igualdade com os seus pares. 

História passada já ninguém a apaga. Mas, e o futuro?

Por que é que os membros da FNE/UGT não se desmarcam agora das posições tomadas no passado e não aproveitam este momento para assumir os erros cometidos nas negociações com o MEC, fazendo "mea culpa" e assumindo agora a defesa daqueles que foram lesados pela PACC? Não seria melhor posição do que este silêncio ensurdecedor

Porque amanhã poderá ser tarde demais.



(Marwane Pallas)

sábado, 26 de setembro de 2015

Mudança precisa-se

 Quando se lê nas notícias sobre o que António Costa pretende fazer com os professores, seja garantindo-lhes "paz" seja prometendo "suspender" a prova de professores (sim, aquela criada pelo PS), a única reacção possível é imediatamente relembrar o passado negro ou a realidade actual

A educação tem que estar novamente no topo das prioridades dos partidos políticos e relativamente à coligação todos sabemos qual foi a sua agenda nestes últimos 4 anos. 

É preciso ter em conta o que está em jogo e para isso transcrevo as palavras e os "receios" de Paulo Guinote:

"As eleições aproximam-se e Paulo Guinote receia que, nas áreas mais substanciais, se prossigam políticas assentes numa escola “a que cada vez se pedem mais funções de carácter extraeducativo e à qual se dão menos meios, com pretextos orçamentais que não se aplicam em outras áreas da despesa. “Os professores têm estado com a progressão congelada em sete dos últimos dez anos e ninguém lhes transmite qualquer mensagem concreta de alento”, lembra. (...) “Preocupa-me que o trabalho pedagógico se submeta a dezenas de metas anuais que revelam uma enorme falta de confiança nos professores. Preocupa-me que continue a existir um modelo único de gestão que despreza a partilha de decisões e um modelo de rede escolar que submete o princípio da proximidade dos serviços à lógica economicista do menor encargo."

Escrevo esta crónica porque estou ciente de que estamos a viver um momento histórico no capítulo do estado social e, consequentemente, no capítulo da educação. Acredito hoje que é preciso "obrigar" o PS não só a cumprir as suas "promessas", mas também, através da união de outras forças de esquerda, a fazer as reformas necessárias em matéria de educação. Aquelas reformas que o PS não é capaz de fazer (ou não quer fazer). 

Acredito que tal só será possível através de uma esquerda convergente em pontos fundamentais e não com um PS à solta nos corredores do podelegislativo. 

Receio que se as forças de esquerda ("tradicionais" e emergentes) falharem  este compromisso, entregarão o PS de "mãos beijadas" à direita (Bloco Central). Se, pelo contrário, a esquerda for bem sucedida, estou convicto de que a partir do dia 5 de Outubro teremos a possibilidade de levar a cabo as reformas de que a educação tanto necessita para ver se ainda vamos a tempo de salvar a Escola Pública, os 
alunos e os professores. 

No dia 4 de Outubro, os professores têm a palavra nestas matérias. 
Eu darei a minha. 


(Charlie Davoli)

sábado, 12 de setembro de 2015

"Charter Schools" declaradas inconstitucionais...


...pelo Supremo Tribunal nos States

Tendo em conta a chamada de atenção, ainda esta semana, de Paulo Prudêncio para a realidade portuguesa, esta notícia das charter schools poderá significar um "tímido" começo da mudança do paradigma do financiamento de escolas privadas e religiosas e o princípio de derrube do seu "lobbie". 

"Lobbie" este bem presente na ideologia dos governos de Portugal, em particular o da coligação.  


(Sandro Giorgiano)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Oh IAVE todo poderoso foste...


..."desconstruído" em duas mãos (de momento não está acessível o podcast da emissão integral de ontem mas, se eventualmente ficar disponível, será aqui.) aqui. 

O mais curioso do programa de ontem é a resposta algo "suada" quanto à "acusação" da instrumentalização política do IAVE e da sua falta de autonomia. 

Responde assim às acusações Hélder de Sousa: 


"O que entende por essa autonomia? (...) É de facto a dimensão e que eventualmente não será entendida da independência e da dependência, há matéria de política relativamente em que o IAVE não faz política e depois há uma dimensão técnica de aplicação" 


De salientar que, apesar dos esforços de Paulo Guinote quanto à necessidade de clarificação e de revelar quem são essas "equipas invisíveis" que fazem parte da máquina do IAVE, a verdade é que o IAVE (como se pode ver na imagem) sofre de dúvida existencial, portanto, não houve resposta...



(IAVE)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

As palavras de Nuno Ribeiro

Marcha dos desalinhados
"Antes pensava que o problema na educação no nosso país era termos um ministro idiota e vingativo, cujos desígnios eram modelados pela troika e pelo primeiro-ministro. Pensava que tudo de mal que acontecia na educação era devido a políticas desastrosas, um ministro incompetente e um ministério cheio de tachos sem inteligência. Agora já não penso assim. Agora sei que a culpa não é deles. Já houve muitos assim no passado. A diferença é que antes os professores lutavam contra aquilo que consideravam errado, agora, não só não lutam, como ainda fazem tudo para sabotar os poucos que lutam. Assim sendo, e após ter dedicado mais de um ano da minha vida a fazer tudo ao meu alcance para denunciar as ilegalidades e tentar efetiva e fisicamente mudar as coisas, deixo de intervir. Não vale a pena. A verdade é dura mas é só uma. O problema está efetivamente nos professores. A crise só veio tornar esse problema evidente. A falta de solidariedade e de inteligência dentro da classe é por demais evidente. Brincaram connosco e vão continuar a brincar. Só existe união quando o problema afeta todos, de resto, é um rebanho que deixa ao abandono das hienas os elementos mais fracos, de modo a apaziguar a ira dos governantes. Neste momento tenho vergonha da classe. Apesar de não lutar por trabalho, lutei por princípios. Eu e muitos como eu. Conheci professores de fibra, e de tudo isto, ficou a amizade que construí com eles. É triste tudo o resto. É triste ver que assim que o problema deixa de existir para uns, retiram-se da luta e deixam os outros entregues à sua sorte. É triste ver os colegas de quadro a tudo fazerem para se sentirem superiores aos contratados e, na sua maioria, ajudarem a enterrar as ténues esperanças de um dia virmos ainda a ter a possibilidade de fazer aquilo que sempre sonhámos. É triste ver os contratados com mais anos de serviço a esquecerem-se que há um ano andavam a recrutar tudo e todos para a sua luta contra a PACC, e mal ficaram dispensados, desapareceram de cena. É triste ver os poucos que restaram a lutar contra um Golias capitularem e abdicarem dos seus princípios, sob a promessa de uma esperança tão vã, que custa a entender como baixaram a cabeça. É triste ver que os sindicatos não servem para nada a não ser sugar o vosso dinheiro todos os meses. É triste ver que, por muito ilegal e imoral que algo seja, aqui, tudo passa impune. Esta é uma classe cobarde e é essa cobardia o ácido que a corrói. A PACC foi apenas um teste à nossa coragem. Outras lutas virão em breve para os professores. Dizer que não concordam com algo não vai mudar nada, principalmente quando fizerem o oposto do que dizem. Este governo tem menos de um ano para aplicar medidas, e serão implementadas a ferro. Boa sorte para os que ainda fazem parte "disto". Uma saudação para os que nunca desistiram. Assim que houver data para a discussão parlamentar sobre o pedido de anulação da PACC postarei. 

Até lá, bom natal."


(Valeria Petrone)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

PACC - Últimas da Petição Nº 423/XII/3

Foi publicado on-line um documento complementar (considerações enviadas pelos peticionários) aos pareceres publicados elaborado pelo primeiro signatário (Nuno Ribeiro) no site da Comissão Educação, Ciência e Cultura.

Aguarda-se a qualquer momento a data da subida da petição a plenário.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A era dos professores niilistas?



Não acreditam na prova. Mas fazem-na.


Pedem para respeitar a liberdade de cada um. Mas colocam a liberdade dos outros em causa.

Acreditam que a prova traz uma hipótese por mais remota que seja. Nada fazem para que exista uma verdadeira hipótese.


Não aceitam o debate. Aceitam apenas o fracasso. 


Falam de realidade. Mas proclamam impotência.



(Gabriel Isak)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

PACC - Boas notícias part. II


Peticionários da Petição pela Anulação da PACC

"O relatório da petição acabou de ser votado por unanimidade na Comissão de Educação, encontrando-se a petição, a partir daqui, em condições de subir a plenário. Integrará «a lista de espera». Na próxima quarta-feira, em dia de conferência de líderes, saberemos quantas petições estão à nossa frente para discussão em plenário. 


A discussão em plenário debaterá a anulação ou não da PACC já realizada, e, como sabemos, chumbará evidentemente as nossas reivindicações, com os despersonalizados votos do partido do governo. Infelizmente para muitos, a petição reivindica também que o seu objeto seja apreciado em Tribunal Constitucional, o nosso objetivo mais realista. Para isso, bastam 10% dos votos da Assembleia, o que corresponde a 23 deputados, algo plausível de obter. O Bloco de Esquerda e CDU declararam apoio à nossa causa, logo, como ambos possuem 24 deputados, “é fazer as contas”.

A resolução final do Tribunal Constitucional, caso a petição venha a ser validada, terá sério impacto na forma como a educação tem sido conduzida e na reformulação dos valores do MEC para o próximo ano letivo, incluindo a PACC que irá ser aplicada este ano. Seja como for, e mesmo que as nossas denúncias não sejam ouvidas, a petição não deixará de causar alguma ansiedade no Sr. Ministro, pois saberá que o assunto nunca será abafado.



Os poucos resistentes que ainda se sacrificam numa luta que é marcada pela falta de vontade de muitos colegas, continuarão a denunciar todas as canalhices perpetradas contra todos nós, professores, por muitas batalhas que percamos.

Autoria do texto: Nuno Ribeiro
Negritos e sublinhados da minha autoria


(Cleon Peterson)

PACC - Boas notícias part. I



"Avaliação de professores vai ser feita de novo em clima de greve"

Espero que para além dos protestos esperados contra a PACC, os professores percebam que este também é o tempo para: 



- se manifestarem contra a falta de condições laborais;


- que os professores (isentos, excluídos e dos quadrosse reúnam em frente das escolas no dia de Greve em luto e protesto pelas condições precárias e "expulsão" do ensino de milhares de professores contratados;

- que sejam capazes de transmitir aos media o que realmente se passa nas escolas e nas vidas dos professores;

Notas finais: um aviso para que os sindicatos/sindicalistas sejam capazes de ir mais longe (neste próximo confronto que se avizinha) do que as meras palavras de ordem para "inglês ver". Espero que Arlindo não tenha razão nas suas "interrogações".


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O estado das Actividades de Enriquecimento Curricular


Serão os professores técnicos das AEC´s meros "fantasmas" errantes pelas escolas deste país?

O que se passa nas vossas escolas?
Qual é a vossa experiência este ano a dinamizar as AEC´s?
Quais os constrangimentos sentidos? 

De modo a fazer uma "radiografiaactualizada ao estado das AEC´s peço que enviem os vossos "relatos" para:

 cronicasdocao@gmail.com


(Fonte imagem: João Lima)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Petição contra a PACC - Um jogo de persistência num processo dito democrático

Tendo sido publicados os pareceres do MEC e da 1.ª Comissão (dois dos pareceres mais simbólicos do ponto de vista do poder político e de relevância para a "sobrevivência" da petição instaurada - análise aos mesmos aqui e aqui), não deixa de ser estranha a "sensação" de que as Petições (como instrumento democrático) não servem para modificar o curso de nada no aspecto legislativo. Não é uma afirmação surpreendente, é verdade, mas fica a "sensação" de que estas só servem para "iludir" os cidadãos de que existe uma possibilidade de participação democrática. A sensação que fica é que tudo parece um verdadeiro jogo de ver se o cidadão desiste de participar democraticamente junto daqueles que foram eleitos. Um jogo de persistência em que aparentemente ganham sempre os mesmos.

Gostaria, assim, de ver um dia um estudo de petições que tenham alterado significativamente qualquer lei contestada ou qualquer medida governamental.  

Quanto à petição, resta a publicação do relatório da deputada Heloísa Apolónia (relatora) e a respectiva discussão e votação em plenário (que não sobreviverá fruto de uma maioria PSD/CDS que é contra a mesma). 


Fica para a memória a defesa acérrima por parte de professores anónimos em audição frente a deputados da maioria com ideias pré-concebidas e assessores com agenda. 

Num exercício ainda mais extenso de memória ficam aqueles que deram o seu contributo neste processo vergonhoso para a classe docente: 






(Boneface)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A PACC voltou ontem a ser tema de debate na A.R.

As notícias oriundas da A.R no dia de ontem são de que a "task force" enviada concluiu a sua missão na Comissão de Educação, Ciência e Cultura com sala cheia...e que audição!!

Uma nota curiosa: a presença deste senhor na Comissão (aparentemente convidado pelo grupo parlamentar do CDS-PP). 

Garanto assim que vale a pena esperar pela difusão do áudio da audição sendo que será publicada aqui assim que for tornada pública. 

Procedimentos em marcha:

subida da petição à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias aguardando o parecer da mesma;
- parecer do Ministério da Educação sobre as questões levantadas pela petição;
- pareceres dos parceiros indicados pela própria Comissão;
- realização do relatório efectuado pela relatora indicada pela Comissão (deputada Heloísa Apolónia do grupo parlamentar PEV) que declarou que deixaria também a sua posição pessoal sobre este assunto.

Todos estes procedimentos vão ser realizados antes da subida da petição ao plenário.


(Carina Marques)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Que Nuno Crato está chumbado...


...já se tinha percebido imediatamente quando vimos as primeiras medidas que ele tomou quando lhe foi entregue a pasta. Após três anos de governação toda a gente percebeu que o Ministério da Educação tal como o Ministro prometeu: implodiu. E com isso, implodiu os professores, os alunos, as escolas e a Educação Pública.

Não é surpresa alguma que hoje a imagem de Nuno Crato esteja no "chão". O que é surpresa, porém, é como ele e a sua equipa ministerial ainda se mantém no cargo após tanta comprovada incompetência. Acredito, que após a aprovação do Orçamento de 2015 ele saíra com uma naturalidade "indecente" e uma espécie de  discurso triunfalista de ter "torcido" não só a classe docente mas uma das principais centrais sindicais e de ter implementado "rigor e excelência" numa escola destruída por essa mesma falsa premissa ideológica. 

Mas parece-me que o que interessa agora não é falar do passado mas sim do futuro que Nuno Crato e este governo embargou ainda mais (à semelhança de Governos anteriores). Muito se começa a debater actualmente sobre Educação e a tentativa de "dominação" da classe docente já foi iniciada. 

A questão é: estamos realmente atentos?


(Yoga Jones)
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